Quais os Primeiros Sinais do Lipedema? E o que fazer para identificá-los?
O lipedema é uma condição crônica que afeta principalmente mulheres e está fortemente ligada a fatores genéticos e hormonais. Embora ainda seja pouco conhecida, a identificação precoce dos sinais de lipedema é muito importante para o manejo eficaz da condição e para a prevenção de complicações futuras.
No início do lipedema, o corpo começa a apresentar mudanças sutis que podem passar despercebidas ou serem confundidas com outros problemas de saúde, como a obesidade.
Neste artigo, abordaremos os primeiros sinais do lipedema e a importância de reconhecer esses sintomas para garantir um diagnóstico correto e um tratamento adequado.
O diagnóstico precoce é fundamental para o melhor tratamento possível do lipedema, e para que tal diagnóstico seja possível é preciso que você conheça os primeiros sinais e procure um especialista assim que identificá-los.
Herança Genética e Fatores Hormonais
A origem do lipedema está intimamente relacionada à genética e aos hormônios. Muitas pacientes relatam ter outras mulheres na família que também sofrem da condição, e o início dos sintomas costuma coincidir com mudanças hormonais significativas.
Por isso, convém ficar atenta às mudanças corporais que porventura ocorrerem na puberdade, na gravidez ou na menopausa.
Essas fases da vida, marcadas por flutuações hormonais, podem desencadear ou agravar o lipedema. Por isso, quando essas fases são acompanhadas de um acúmulo desproporcional de gordura nas pernas ou, em casos mais raros, nos braços, isso pode ser um indicador de lipedema. Mas existem outros sinais, que você vai descobrir a seguir.
Primeiros Sinais do Lipedema
Um dos primeiros sinais de lipedema é o acúmulo de gordura, especialmente nas pernas e coxas, que começa a ocorrer mesmo em mulheres que têm um peso corporal considerado normal.
Esse acúmulo de gordura é simétrico em ambos os membros porém desproporcional em relação às outras áreas do corpo, diferenciando-o de um caso comum de pré-obesidade ou obesidade.
Ele não responde a dietas e exercícios como a obesidade comum, o que muitas vezes causa frustração nas pacientes que tentam, sem sucesso, reduzir essa gordura localizada.
Outro sinal do lipedema é a sensação de peso nas pernas, que pode ser acompanhada de dor ao toque. As pacientes frequentemente descrevem essa dor como uma sensibilidade aumentada, uma sensação de que a pele está dolorida ou como se houvesse uma pressão constante nas áreas afetadas.
Essa dor, muitas vezes desproporcional ao toque leve, é um indicativo importante de que a gordura acumulada não é apenas gordura comum. Crianças e adolescentes podem demonstrar uma indisposição para a prática de esportes, por exemplo, por conta dessa sensibilidade aumentada.
Além disso, nas áreas afetadas pelo lipedema a pele tende a ser mais macia e propensa a hematomas. As pacientes podem notar que hematomas aparecem facilmente, mesmo com pequenos impactos, e demoram mais para desaparecer. Essa fragilidade capilar é um dos sinais iniciais da condição, que diferencia o lipedema de outras formas de acúmulo de gordura corporal.
Evolução dos Sinais: O Que Observar ao Longo do Tempo
À medida que o lipedema progride, os sinais iniciais podem se intensificar. O inchaço nas pernas, inicialmente mais perceptível no final do dia ou após longos períodos de permanência em pé, pode se tornar constante. Este inchaço é resultado do acúmulo de gordura subcutânea que comprime os vasos linfáticos e sanguíneos, dificultando a circulação.
É importante realizar exames nessa fase para descartar a possibilidade de outros problemas serem a causa do inchaço, como retenção de líquidos, por exemplo.
Com o tempo, as pacientes podem perceber que as roupas, especialmente calças e meias, ficam apertadas nas pernas, mesmo que o peso corporal geral não tenha aumentado significativamente. Este aumento na circunferência das pernas e coxas, combinado com a dor e a sensibilidade, pode ser um indicativo claro de que o lipedema está avançando.
A Importância do Diagnóstico Precoce
Reconhecer esses primeiros sinais e procurar ajuda especializada é fundamental para o diagnóstico precoce do lipedema. Infelizmente, o lipedema é frequentemente mal diagnosticado, confundido com obesidade, ou ainda diagnosticado de forma tardia, impedindo que se tenha os melhores resultados com o tratamento.
Um diagnóstico correto deve ser feito por um profissional da saúde experiente, que leve em conta o histórico familiar, as mudanças hormonais e os sintomas relatados pela paciente.
Durante a consulta, a clínica realizará um exame físico detalhado, observando a distribuição da gordura corporal, a presença de dor ao toque e a tendência a hematomas. Em alguns casos, exames adicionais, como ultrassonografias ou ressonâncias magnéticas, podem ser solicitados para excluir outras condições, como linfedema ou problemas venosos.
O Que Fazer ao Identificar os Sinais
Uma vez identificado o lipedema, é importante iniciar um plano de manejo que inclua mudanças no estilo de vida, terapias físicas e, em alguns casos, intervenções mais específicas.
O uso de roupas de compressão, por exemplo, pode ajudar a reduzir o desconforto e o inchaço, melhorando a qualidade de vida das pacientes.
A drenagem linfática manual (DLM) também é uma técnica eficaz para aliviar o inchaço e melhorar a circulação linfática. Além disso, a prática de exercícios físicos de baixo impacto, como caminhar ou nadar, é recomendada para manter a mobilidade e a saúde geral.
O reconhecimento precoce dos sinais do lipedema é essencial para um tratamento eficaz e para evitar complicações futuras.
Embora o lipedema seja uma condição crônica, o manejo adequado pode ajudar as pacientes a viverem com mais conforto e a manterem a qualidade de vida.
Se você perceber algum dos sinais descritos neste artigo, procure um profissional da saúde especialista em lipedema para uma avaliação completa.
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